ASSÍRIOS II
No início do século IX a.C. os Assírios estavam em marcha para o oeste, levando armas
assírias ao Mediterrâneo pela primeira vez. O imperador era Assurnasirpal II (885-860
a.C.) e este realizaria uma campanha tão terrível em violência que eclipsaria os
feitos sangrentos de seus antepassados. (Veja página anterior sobre os Assírios).
O próprio Assurnasirpal II vangloriou-se: "Provoquei grande morticínio"; "Destruí, demoli, queimei. Aprisionei os guerreiros deles e empalei-os diante de suas cidades". Após saquear uma cidade, empilhou os cadáveres como lenha do lado de fora dos portões. "Esfolei os nobres, tantos quantos se haviam rebelado, e estendi suas peles sobre as pilhas". Depois de uma batalha em que matou 3 mil e fez muitos prisioneiros, ele registrou: "Muitos dos cativos queimei numa fogueira. Muitos levei vivos; de alguns, cortei fora as mãos, de outros o nariz, orelhas e dedos; arranquei os olhos de muitos soldados. Queimei até a morte os homens e mulheres jovens".

Um dos primeiros sistemas de escrita foi a
cuneiforme,
dos babilonios e assírios, sistema que deve ter originado da
Suméria: consta de 600 caracteres, cada um dos quais representa
palavras ou sílabas escritas em tábuas de argila ou pedra. Deve-se às
transcrições dessa forma de escrita o que hoje conhecemos do povo Assírio.
A política de provocar o terror entre os povos subjulgados era comum entre os assírios e os episódios narrados por Assurnasirpal II dão uma idéia das formas de morte, como pena, utilizadas pelo povo Assírio: como o empalamento que era um suplício antigo que consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus, deixando-o assim até morrer; além da morte na fogueira, as mutilações e o esfolamento; torturas mais tarde também utilizadas na Pérsia.
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Fontes: "História em Revista - Marés Barbaras", Ed. Abril, 1991.
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