Carlos Lélio Lauria Ferreira (*)
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Torcer pelo Vasco da Gama é motivo de júbilo, alegria incontida, contentamento imoderado, satisfação singular. Vê-lo jogar, então, exalta o brio de qualquer torcedor vascaíno. A cada gol explode um grito entorpecido dentro do peito e nos faz acreditar definitivamente que Deus, soberanamente Bom e Justo, criou um time verdadeiro, simbolizado por uma cruz-de-malta e, por caridade, criou ainda pequeninas agremiações de terceira categoria, nas quais foram amontoados alguns chutadores de bola, para que pudessem com aquele time treinar e aprender um dia a magnificente arte de jogar futebol.
Movidas pela condenável cobiça e execrável ambição e sem ainda estar adequadamente preparadas, algumas dessas pequenitas e reles agremiações, desobedecendo a sábia prescrição do Criador, transformaram o que era para ser simples treino, em jogo e, então, pelo rubro se queimaram, pelo negro se embrearam, havendo, em consequência, muito choro e ranger de dentes, entoando assim o refrão: uma vez sofrendo, sofrendo até morrer.
Os ataques dirigidos ao time do Vasco, capitaneados pela poderosa Rede Globo de Televisão e pela flamengada derrotada, na verdade só realçam a superioridade de um time que nos últimos anos tem conquistado os títulos mais importantes do futebol brasileiro. Certamente, se não tivesse alcançado todos esses títulos, o Vasco da Gama e seus torcedores não seriam caçados como feras bravias de forma tão escandalosa. Ninguém é poupado nessa campanha difamatória.
Há que se ressaltar ainda que, depois que o Presidente eleito do Vasco desafiou a Rede Globo, mandando estampar nas camisas do time, na final da Copa João Havelange, a logomarca de sua maior concorrente, as retaliações foram imediatas. Assim, transmissão dos jogos do Vasco, somente quando não há, pelo menos, uma briga de galo para ser mostrada. Mesmo com 100% de aproveitamento nos oito primeiros jogos da Taça Libertadores da América, o Vasco não mereceu da Rede Globo a veiculação, sequer, dos gols das partidas mais importantes nos telejornais daquela emissora.
Por outro lado, investiu a Vênus platinada no maior rival do Vasco, transmitindo jogos sonolentos, enfadonhos, sem qualquer interesse para o Campeonato, apenas com o objetivo de encobrir a superioridade cruzmaltina.
Lamentavelmente, a perseguição articulada contra o Vasco atinge diretamente a sua torcida que não pode ser responsabilizada pelos desmandos do cartola Eurico Miranda. Seus atos devem ser objeto de investigação e punição exemplar. É preceito constitucional que a pena não passa da pessoa do condenado. A responsabilidade é individual, atingindo tão somente aquele que praticou o ato, não podendo ser transferida aos torcedores vascaínos.
Não se pode desprezar os feitos do Clube de Regatas Vasco da Gama, fundado em 21 de agosto de 1898 e que já conquistou quatro títulos do Campeonato Brasileiro de Futebol, reinando absoluto em outras modalidades como no basquete masculino e feminino, no pólo aquático e voleibol.
É hora de reagir. Uní-vos, vascaínos de todo o Brasil contra um inimigo que se esconde atrás de sentimentos mesquinhos de inveja e vingança, diante de interesses comerciais contrariados. É hora de dar um basta nessa intromissão da Rede Globo no futebol brasileiro. A nação vascaína merece respeito.
Esse é o desabafo de um torcedor vascaíno vencedor diante das injustiças perpetradas por biltres comprometidos com a mediocridade.
E dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Vasco!!! Bota prá correr essa flamengada frustrada e magoada.
(*) Carlos Lélio Lauria Ferreira é Promotor de Justiça, Presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Amazonas e Professor de Direito Penitenciário, Penal e Processo Penal.
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